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Mini Cursos



XI CONGRESSO DE ECOLOGIA E I CONGRESSO INTERNACIONAL DE
ECOLOGIA DO BRASIL
         BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE


Dias 14 e 15


CURSOS Pré Congresso

1 -Ecologia de Populações
Curso de campo em biologia da conservação.
Dr. Júlio Cesar Voltolini - INITAU

* Objetivo: A conservação de florestas tropicais aumenta a cada ano e durante este curso serão discutidos e aplicados métodos para avaliar o status de conservação da vegetação comparando áreas com e sem corte seletivo de árvores de interesse econômico no Sul da Bahia.

* Pré-requisitos: O curso é indicado para alunos de graduação interessados em conservação de florestas e com experiência em leitura de artigos científicos em inglês.

* Cronograma: O curso ocorrerá como atividade pré-congresso com um dia de aula em campo (sábado dia 14 das 8:00h as 18:00h) e outro dia sobre análise de dados (estatística) e redação de um artigo científico (domingo dia 15 das 8:00h as 18:00h). Serão aceitos apenas os alunos que possam participar dos dois dias.

* Local: Reserva Florestal da empresa Veracel no sábado e depois no domingo em sala de aula.

* Equipamento: Cada aluno deve levar uma trena de 1, 3, 10, 30 ou 50m (se possível uma trena pequena e uma grande), régua de 30cm, rolo de barbante, lápis, caderno, canivete ou estilete, cano de PCV de uma polegada de diametro por 10cm de comprimento, esparadrapo, clips de metal e uma mochila escolar pequena. Se possível, trazer notebook. Quanto a vestimenta em campo, será obrigatório o uso de calçado fechado e calça pois o local do curso possui várias espécies de serpentes (alunos vestidos sem esta proteção mínima serão impedidos de participar da atividade de campo). Sugere-se também o uso de capa chuva, chapéu ou boné e camisa de manga longa.

* Alimentação: No trabalho de campo não haverá tempo para almoço fora do local e assim, cada aluno deve levar um lanche e bebida para passar o dia inteiro.

 

3 - Ecossistemas Costeiros
MSc Euro Lopes IBUSP
Dra Edisa Nascimento IBUSP
Dr. Sergio Rosso - IB USP

Introdução dos conceitos sobre o ambiente marinho: Costões Rochosos, Praias Arenosas, Manguezais e Recifes de Corais. Saída a campo para coleta de dados de macroalgas pelos grupos de alunos. Apresentação de conceitos básicos sobre delineamento de experimentos, métodos de campo e tratamento de dados em ecologia. Apresentação dos resultados em um artigo científico.

Objetivo: Introduzir conceitos sobre os ambientes marinhos de grande importância à biodiversidade, delineamento amostral e análise de dados com populações e comunidades de algas marinhas. Redigir trabalhos de congresso e artigos científicos.

Programa

Dia 14/09/2013 (sábado)

Introdução dos conceitos sobre o ambiente marinho: Costões Rochosos, Praias Arenosas, Manguezais e Recifes de Corais.

Dia 15/09/2013 (Domingo)

Apresentação de conceitos básicos sobre delineamento de experimentos, métodos de campo e tratamento de dados. Apresentação dos resultados em um artigo científico.

Dia 18/09/2013 (Quarta feira)

Coleta e tratamento de dados.

Apresentação dos resultados na forma de um artigo.

Haverá saída de barco e o custo deverá ser pago no ato do embarque - Visitação Recife de Fora

Valor R$ 70,00 -


4 –  Licenciamento ambiental: da legislação ao projeto.
Dra. Karla Conceição Pereira – SAA/SP
Meio ambiente e sociedade; diagnóstico ambiental e desenvolvimento sustentável; atividade antrôpica e preservação ambiental; normas de proteção ambiental no Brasil; política nacional do meio ambiente e seus instrumentos; sistema nacional do meio ambiente: ordenamento e instrumento administrativo; impacto ambiental e uso dos recursos naturais; termo de ajuste de conduta; compensação ambiental: fundamentos e normas; crimes ambientais; legislação ambiental (leis federal, estadual, municipal, normas e resoluções): aplicação, adequação e regularidade de empreendimentos potencialmente degradadores; empreendimentos e atividades sujeitas ao licenciamento ambiental: conceito, localização e características; projeto: documentação técnica, orientações gerais de planejamento e procedimentos; competências dos órgãos licenciadores e fiscalizadores, prazos e validade para o licenciamento; licenças ambientais; atuação profissional transdisciplinar.

5 – Curso de Estatística
Dr. Sergio Rosso – IB/USP
Será necessário o uso de notebook.
Obs: Além dos dias 14 e 15, o curso contará com uma aula complementar, pela manhã, no dia 16.

Aula 1: Introdução.

Elementos do desenho experimental; organização dos dados para análises uni e multivariadas; Relações lineares e não lineares entre espécies e entre elas e variáveis ambientais; Problemas com os dados (distribuição, outliers, dados ausentes); Transformações; Espaços conceituais.

Prática: Apresentação dos softwares (MVSP, PAST, CANOCO); Preparação dos arquivos de dados.

Aula 2: Análise de gradientes.

Análises indiretas e diretas; Análises canônicas; Análise de Componentes Principais (PCA); Ordenação pela média ponderada (WA); Ordenação pela média recíproca (RA); Análise de Correspondências (CA).

Prática: PCA e CA via MVSP, PAST e CANOCO – opções e resultados.

Aula 3: Análise direta de gradientes.

Análise Canônica de Correspondências.

Prática: CCA via CANOCO – opções e resultados

Aula 4: Ordenações não paramétricas e análises de similaridade.

Índices de similaridade e distância; Permutações de Monte Carlo; Análise por escalação não-métrica multidimensional (NMDS); Análise de Porcentagem da Similaridade (SIMPER).

Prática: NMDS, ANOSIM e SIMPER aplicados com uso do PAST – opções e resultados.

Aula 5: Comparações multivariadas não paramétricas.

Análise de Similaridades (ANOSIM, 1-way e 2-way); Análise Multivariada Fatorial de variâncias não paramétrica por permutações de Monte Carlo.

Prática: ANOSIM e PERMANOVA aplicados com uso do PAST e PERMANOVA – opções e resultados.

 

6- MINI-CURSO: O estudo da ecologia em áreas turísticas, mediado pelos jogos ecológicos educativos.

FACILITADOR: VALDEMIRO LOPES MARINHO¹

EMENTA:

Vivenciando e aprendendo ecologia nos espaços não formais. Os jogos ecológicos educativos como ferramenta metodológica no ensino e aprendizagem. A importância do lúdico no ensino de ecologia. Os elementos do ambiente como recurso didático no estudo da ecologia, com ênfase nos ecossistemas, na sustentabilidade e no turismo) .

1 OBJETIVOS:

1.1 Geral:

- Propiciar aos participantes vivências pedagógicas, visando um melhor entendimento sobre o estudo da ecologia regional a partir do lúdico.

1.2 Específicos:

- Promover diálogos e reflexões acerca das questões ambientais, abordando as relações ecológicas nos ecossistemas;

- Realizar jogos ecológicos educativos e a gincana do meio ambiente utilizando os elementos da natureza;

- Reconhecer a importância dos elementos da natureza nas atividades turísticas desenvolvidas na região, visando a sustentabilidade ambiental;

- Discutir com os participantes as formas de manejo adequado dos recursos em áreas turísticas;

- Distribuir com os participantes folheto educativo “como plantar uma árvore” e “roteiros dos jogos e da gincana”.

2 CONTEÚDO ABORDADO:

- Diversidade populacional

- Comunidade

- Ecossistemas

1- Prof. Assistente da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VI.

- Meio Ambiente

- Cidadania

- Educação Ambiental

- Espaços turísticos

- Ocupação e demanda turística

- Noções gerais sobre jogos ecológicos educativos;

- Dinâmica de Apresentação (através das folhas dos vegetais);

- Jogos (o contato com a natureza, que animal eu sou?, sentado com a natureza, uma presa e um predador, cuidado há um predador, limpe o ambiente, é preciso de um manejo adequado etc);

- Gincana do meio ambiente (utilizando os elementos da natureza).

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

A metodologia será participativa, de forma que os envolvidos compreenda a complexidade do ambiente, bem como as relações entre os aspectos sociais e naturais existente entre as dinâmicas e constantes interações, obedecendo as seguintes etapas:

1) Sensibilização – consiste no contato do grupo através de uma dinâmica de apresentação utilizando folhas de vegetais;

2) Informação – mediante diálogos e reflexões acerca do conteúdo a ser abordado;

3) Vivências – com a realização dos jogos ecológicos educativos e a gincana do meio ambiente;

4) Aplicação – exemplo de atividades turísticas, visando a sustentabilidade ambiental;

5) Avaliação – a partir de um quadro colorido de forma coletiva, utilizando os critérios já estabelecidos no mesmo.

4 RECURSOS:

- Recursos do próprio ambiente;

- Folheto educativo “como plantar uma árvore”;

- Roteiros dos jogos e da gincana.

5 PÚBLICO ALVO:

- Comunidade escolar (qualquer ciclo), professores, estudantes universitários;

- Comunidade extra-escolar (interessada), agentes de turismo, entre outros.

6 REFERÊNCIAS

ANDRADE, L. Oficinas Ecológicas: uma proposta de mudanças. Petrópolis: Vozes, 1995.

CORNELL, J. A alegria de aprender com a natureza: atividades ao ar livre para todas as idades. São Paulo: Melhoramentos, 1997.

DREW, D. Processos Interativos Homem – Meio Ambiente. 5ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2002.

MARGALEF, R.Ecologia. Bogotá: Planeta, 1997.

MINC, C. Ecologia e Cidadania. São Paulo; Moderna, 1998.

SATO, M. Educação Ambiental. São Carlos; Rima, 2004.

TELLES, M. de Q., ROCHA, M. B. da, PEDROSO, M. L., MACHADO, S. M. de C. Vivências Integradas com o meio ambiente. São Paulo: Sá, 2002.

THIOLLENT, M. Metodologia da Pesquisa-ação. 16ª ed. São Paulo: Cortez, 2008.


Dias 16 e 17

MINI CURSOS – Durante o Evento
1 - Sensoriamento Remoto aplicado a Ecologia
Dra. Marisa Dantas Bitencourt – IB/USP
Fundamentos teóricos (princípios físicos envolvendo o sensoriamento remoto nas faixas do óptico, do termal e das microondas);
Radiometria x Imagens de satélite (assinatura);
Efeitos indesejáveis em imagens de satélite (atmosféricos e de iluminação);
Métodos de análise de imagens do óptico (qualitativos e quantitativos);
Métodos de análise de imagens do termal;
Métodos de análise de imagens de microondas (SAR e InSAR);
Exemplos de aplicação (epidemiologia paisagística, hidrologia, limnologia, ecologia de paisagem, ecologia animal, ecofisiologia e fitosociologia);
Bibliografia recomendada
JENSEN, J.R. 2009. Sensoriamento remoto do Ambiente: Uma perspective de recursos terrestres. Editora Parêntese, São José dos Campos. 220 p.
KIRK, J. T. O. 1994 - Light and Photosynthesis in aquatic Ecosystems. Sec. Ed. Cambridge University Press.
LILLESAND, T.M.; KIEFER, R.W.; CHIPMAN, J.W. 2004. Remote sensing and image interpretation. Fifth. Ed. John Wiley & Sons, N.Y. 724p.
MOREIRA, M.A. - 2007 - Fundamentos do Sensoriamento Remoto e metodologias de aplicação. 3ª Edição, Editora UFV, Viçosa, 241 p.
PONZONI, F. J.; SHIMABUKURO, Y.E. - 2007 - Sensoriamento remoto no estudo da vegetação. Editora Parêntese, São José dos Campos. 135 p.
TURNER, M. G.; GARDNER, R. H. 1983 - Quantitative methods in Landscape Ecology. Ecological studies. vol. 82. Springer-Verlag, N. Y.

2 – Oficina de ensino de ecologia para crianças através de projetos de pesquisa.
Dr. Julio Cesar Voltolini - Unitau

* Objetivo: O ensino de ciências é abordado em geral de maneira muito teórica e neste curso discutiremos práticas de ensino usando projetos de pesquisa com plantas e animais dentro da sala de aula e existentes no pátio da escola, praças e reservas florestais.

* Pré-requisitos: O curso é indicado para alunos de graduação interessados em licenciatura, ensino de Ecologia e com experiência em leitura de artigos científicos em inglês.

* Local: Toda a atividade será desenvolvida na vegetação dentro da área do evento.

* Equipamento: Cada aluno deve levar uma trena de 1, 3, 10, 30 ou 50m (se possível uma trena pequena e uma grande), régua de 30cm, rolo de barbante, lápis, caderno, canivete ou estilete e uma mochila escolar pequena. Se possível, trazer notebook. Quanto a vestimenta em campo, será obrigatório o uso de.... 

* Alimentação: No trabalho de campo não haverá tempo para almoço fora do local e assim, cada aluno deve levar um lanche e bebida para passar o dia inteiro.

 

3 – Sociedade Natureza e Desenvolvimento
MSc Wilson Alves Araújo

EMENTA

Globalidade e Localidade. Os princípios éticos e filosóficos da relação sociedade-natureza. Desenvolvimento local, participação e sustentabilidade. A questão ambiental. Princípios ecológicos, sociais e econômicos básicos. Comunidade, identidade local e sustentabilidade. Conceitos do Desenvolvimento sustentável.

OBJETIVOS

Contribuir para ampliar e disseminar o estudo das questões que envolvam o Desenvolvimento Sustentável, através deste curso, aliando teoria, prática e troca de experiências, enfatizando sua importância como vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

Proporcionar aos participantes conhecimentos básicos a cerca do desenvolvimento local, aprofundar os alunos no pensamento contemporâneo sobre sustentabilidade, identificando a complexidade e a importância da dicotomia entre Globalidade e Localidade.

Conteúdo Programático

- Globalidade e localidade;

- Desenvolvimento local, participação e sustentabilidade;

- Estratégias de desenvolvimento local: instrumentos de mobilização e ativação de comunidades;

- Comunidade, identidade local e sustentabilidade e também a respeito das relações políticas e simbólicas estabelecidas pelo conjunto da sociedade brasileira com estas populações.

- O Homem e as mudanças climáticas;

- A Evolução da consciência ambiental no Século XXI;

- O Desenvolvimento Sustentável;

- Estudos de casos específicos.

 

4 – Avaliação de Impactos ambientais
MSc Luziléa B. Oliveira

5 – Ferramentas da genética para Sustentabilidade
MSc Juliana dos Santos Amorim
Para garantir a relação adequada homem-ambiente, é preciso conhecer a nossa biodiversidade. A ciência busca identificar nas tecnologias estudadas e desenvolvidas componentes que garantam a preservação do meio ambiente, alcançando, dessa forma, a conservação da biodiversidade e a produção de alimentos saudáveis. Tudo isso amplia a sustentabilidade do agronegócio, oferecendo mais qualidade de vida ao produtor e ao consumidor. E a genética dentro desse contexto vem auxiliar o desenvolvimento em todos os aspectos, de modo a manter o maior equilíbrio possível no ambiente terrestre, marinho e dulcícola.

 Objetivos:

·         Ampliar o conhecimento e esclarecer possíveis dúvidas acerca do tema “Ferramentas da Genética para Sustentabilidade” bem como a respeito dos aspectos genéticos básicos que o norteiam todo o campo da biotecnologia.

·         Subsidiar debates e reflexões bem como promover a divulgação de informações sobre o tema.

 Conteúdo Programático:

Contribuição da Genética no Brasil sobre:

- Plantas;

- Animais;

- Humanos;

- Microrganismo;

Melhoramento de Plantas (Histórico e suas implicações);

Melhoramento de suínos e bovinos;

Genética de microrganismo (controle biológico e biorremediação).

 

6 – Ecologia da baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) em sua área de reprodução.
MSc Thais Melo -UESC

 

Haverá saída de barco e o custo deverá ser pago no ato do embarque
Valor R$ 70,00

Aula teórica – 4 hs
Aula prática – 5 hs
Ementa:
Aula teórica: Anatomia externa da espécie, composição de grupos, comportamentos, migração, distribuição espaço-temporal, reprodução, canto, encalhe. Principais ameaças. Pesquisa com a espécie no Brasil: cruzeiros científicos, sobrevoos, telemetria, encalhes, bioacústica.
Aula prática: Saída de barco para observação das baleias em seu ambiente e acompanhamento da coleta de dados.

- Serão formadas 2 turmas com no mínimo 40 e máximo 50 alunos. O conteúdo teórico será apresentado em uma tarde (14hs as 18 hs) e no dia seguinte será feita a saída de barco para a aula prática (8hs as 13 hs).

 
8 – Planejamento de estudos em Ecologia de Estradas: uma introdução aos efeitos marginais de rodovias sobre vertebrados
Dra: Clarissa Alves da Rosa (UFLA-MG)
A Ecologia de Estradas tem por objetivo avaliar a relação entre estradas e ecossistemas. Sendo assim, o minicurso se propõe a discutir os avanços realizados até o momento dentro da Ecologia de Estradas, com foco no planejamento de estudos que busquem a avaliação de efeitos marginais de rodovias sobre a fauna de vertebrados. No minicurso serão abordados o histórico de estradas e legislação ambiental brasileira aplicada a rodovias; principais fatores e mecanismos de rodovias que desencadeiam os efeitos de borda e barreira sobre vertebrados; e o planejamento do delineamento experimental para avaliação de efeitos marginais em rodovias.

  • Primeira parte: Introdução e contexto histórico. Nesta parte do curso apresento um breve histórico de estradas e legislação ambiental brasileira aplicada a rodovias. Após essa contextualização apresento o que é a Ecologia de Estradas e as principais linhas de pesquisa e avanços envolvidos nessa disciplina.

 

  • Segunda parte: Nesta parte passo a focar nos efeitos marginais de rodovias sobre vertebrados, explicando quais os principais fatores e mecanismos de rodovias que desencadeiam os efeitos de borda e barreira sobre vertebrados.
  • Terceira parte: A primeira e segunda partes do curso são mais curtas e voltadas para a construção do pensamento para esta última parte do curso, onde discuto o planejamento do delineamento experimental para avaliação de efeitos marginais em rodovias. Aqui, o aluno é estimulado a fazer observações e perguntas (início do planejamento), definir objetivos para finalmente partir para o planejamento da coleta de dados em campo. Para finalizar, a turma é dividida grupos, quando apresento diferentes questionamentos para que eles possam fazer um rápido exercício de planejamento, focando em objetivos e delineamentoamostral. Dependendo do desenvolvimento da turma, quando há tempo, costumo no final do curso pontuar as principais análises estatísticas utilizadas em cada delineamento amostral, explicando o porquê da utilização de cada técnica. Como não há tempo dentro desse curso para aprofundamentos em análise de dados esta ideia final serve somente para direcionar os alunos mais curiosos.



9 –Dispersão de sementes por animais com ênfase em Primatas
Dra Carla Soraia de Soares de Castro - UFPB
O mini-curso abordará as etapas do processo de dispersão de sementes; A dispersão de sementes por espécies de primatas estritamente frugívoras e por espécies não estritamente frugívoras; O tratamento dado as sementes pelos dispersores; Parâmetros quantitativos e qualitativos para avaliar a eficiência da dispersão; Medidas diretas e indiretas para estimar a distância da dispersão; Coleta e análise de amostras fecais; Tempo de retenção das sementes no trato digestório do dispersor e seu papel na quebra de dormência; Testes de germinação in vivo e in vitro para avaliar a viabilidade das sementes dispersadas.

10) Tópicos em Direito Ambiental
Dr. Vladimir Stolzenberg Torres
Secr. Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre

Problemática ambiental: definição, causas, soluções. Direito ambiental: conceito, evolução e princípios. Competência ambiental: material ou administrativa, legislativa. Legislação ambiental: proteção constitucional e infraconstitucional. Recursos ambientais: naturais, artificiais, culturais, patrimônio genético e meio ambiente do trabalho, poluição. Política Nacional do meio ambiente: Sistema Nacional do Meio ambiente – SISNAMA, poder de polícia, princípios, objetivos e instrumentos da política nacional do meio ambiente. Dano ambiental: individual, coletivo, material, moral. Responsabilidade ambiental: civil, administrativa e penal. Crimes ambientais e tutela processual.

Dias 18 e 19

 

11 -  Metodologia de Ensino de Ecologia (Interactive Learning Toolkit)
Dr.: Paulo Sergio de Sena – FATEA/Lorena
Este minicurso se insere na concepção de “Interactive Learning Toolkit (Eric Mazur, Harvard University)” para formação de profissionais envolvidos com as pesquisas e docência em Educação para a Ciência, bem como gerar decisões pedagógicas e curriculares com efeitos sobre o a dimensão social do ecossistema.  As atividades que se apresentam conjugam os pares: formação científica e formação do docente responsável pelas disciplinas que envolvam os conteúdos de Ecologia.  Proporciona ainda, dispositivos para uma aula de ciências com subsídios de autogestão da aprendizagem. O desafio é usar o ambiente escola propiciando um desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico a partir dos conteúdos de Ecologia e suas metodologias próprias.  O que se defende é uma identidade profissional de docente-pesquisador com uma prática social, científica e de inovação pedagógica.

12): Auditoria e Certificação Ambiental
Dr. Vladimir Stolzenberg Torres
Secr. Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre

Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001), aplicações e finalidades, benefícios potenciais, fases básicas do processo de auditoria, atividades pré-auditoria, atividades de campo, avaliação e comunicação das constatações, atividades pós-auditoria e roteiro de uma auditoria ambiental. Sistemas de Gestão Integrados, Gestão da Qualidade (ISO 9001), Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho (OHSAS 18001) e Gestão Social (SA 8000).

Conteúdo
 
Ciclo Epistemológico da Ciência; Ciclo Epistemológico da Ciência e Metodologia de Ensino de Ecologia; Uso de Metodologia de Projeto para o Ensino de Ecologia Humana. 


Cronograma 

Atividade

Primeiro Dia

Ciclo Epistemológico da Ciência (Teoria e Oficina Pedagógica)

Segundo Dia

Ciclo Epistemológico da Ciência e Metodologia de Ensino de Ecologia (possível saída de campo – praia)

Terceiro Dia

Uso de Metodologia de Projeto para o Ensino de Ecologia Humana. (Teoria e Oficina Pedagógica)

Referências Básicas
CARVALHO, I.C.M. Educação Ambiental e formação do Sujeito ecológico, 6ed. São Paulo: Cortez, 2012.
KRASILCHIK, M. Prática de Ensino de Biologia. São Paulo: Edusp, 2011.
MARANDINO, M., SELLES, S.E. e FERREIRA, M.S. Ensino de Biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: Cortez, 2009.
MACHLIS, G.E., FORCE, J.E. e BURCH Jr., W.R.  O ecossistema humano parte I: O ecossistema humano como um conceito organizador no manejo de ecossistemas.  Societ & Natural Resources, 1997, 10(4): 347-367.
Mazur,  E.  Crouch,  C. H. , Fagen,  A. P. , Callan,  J. P.   Classroom Demonstrations: Learning Tools or Entertainment? Am. J. Phys.,2004, 72, 835-838.
MILLER JR., G. Tyler. Ciência Ambiental, 11ed. São Paulo: CENGAGE Learning, 2008.
SENA, P.S. Ciclo Epistemológico da Ciência. Prática Pedagógica para o Ensino de Metodologia da Pesquisa. Anais do I Seminário de Didática para o Ensino Superior – SEDIES, Centro Universitário Salesiano de São Paulo, São Paulo, 2010.
SENA, P.S. Unidade de Conservação da natureza, uma ferramenta da Tecnologia Social usada como Metodologia de ensino de Ecologia Humana. Janus, Lorena, ano 6, n. 15, 1jan./jul., 2012    
TOURAINE, Alain. Um Novo Paradigma. Para compreender o mundo de hoje. Petrópolis: Vozes, 2006.

13 - Estabilidade estrutural e auto-organização de Ecossistemas Aquáticos: análise fractal dos atributos ecológicos termodinâmicos via complexidade trófica”.

Dr. Robert Betito - Iinstituto de Oceanografia - FURG (Universidade Federal do Rio Grande).

Organização biológica: forma/função, simetria, movimento, dispersão, relação superfície-volume, alometria e crescimento, hierarquia e tamanho, nichos e guildas, diversidade-equitatividade, leis térmicas ecológicas, sincronismo ecológico, estratégias evolutivas de reprodução e de alimentação, sazonalidade e organização de padrões.

Sistemas dinâmicos não-lineares: escalas em ecologia, caos x ordem, equilíbrio pontuado, teoria das catástrofes, bifurcações, teoria dos jogos, competição x cooperação, teoria da informação, redes tróficas, controles ‘top-down’ e ‘bottom-up’, efeitos da pescaria, respiração, omnivoria, conectância, estabilidade, maturidade, entropia, ascendência, overhead, capacidade,

resistência e resiliência, complexidade, atributos termodinâmicos; objetivos, funções e evolução de ecossistemas aquáticos; back-to-the-future.

Criticalidade auto-organizada e gradientes ecológicos: geometria fractal aplicada à Biologia e Ecologia, modelagem de redes tróficas de vários ecossistemas aquáticos com ECOPATH e análise da dimensão fractal de 10 atributos ecológicos termodinâmicos, comparações geográficas.

14 – Vazões Ecológicas

Dr: Lafayette Luz - UFBahia

Conteúdo:

1. Aspectos hidrológicos e os ecossistemas

2. Significado e objetivos das Vazões Ecológicas e Vazões Ambientais – Afinando a compreensão

3. Algumas questões essenciais: para a compreensão, determinação, implementação e análise de resultados

4. Experiências internacionais – Métodos e lições

5. As Vazões Ecológicas e Ambientais no Brasil – Estado, potencial e desafios

6. Um pouco de uma experiência – Baixo trecho do Rio São Francisco e/ou exercício “prático”


15 - Indicadores de Ecoturismo
Dra Fabiana Faxina - IFS

Objetivo deste minicurso é apresentar uma proposta de avaliação de sustentabilidade de comunidades humanas, com base em suas atividades produtivas. Conteúdo:

Definições de desenvolvimento sustentável.

Modelos de avaliação de sustentabilidade.

Indicadores de sustentabilidade.

Método para avaliar sustentabilidade em comunidades humanas.

Estudos de casos.

 

16- Ementa do Mini - Curso: Ecologia e Conservação dos Felinos Selvagens Sulamericanos
Eliana Ferraz Santos (Zoo Campinas)

1. História e Evolução dos Felinos
2. Evolução dos Felinos Selvagens
3. Felinos Pré-Históricos
4. Surgimento dos Felinos Modernos
5. Características de um Felino
6. Características Anatômicas
7. Principais Órgãos dos Sentidos
8. Função do Pêlo e Marcação
9. Camuflagem em Felinos Selvagens
10. Camuflagem em Filhotes
11. Indivíduos Melânicos e Indivíduos Brancos
12. Território (“Home-Ranges”)
13. Marcação (“Scent Marking”)
14. Função dos tipos de marcação em felinos
15. Técnicas de caça nas diferentes espécies
16. Diferenças dos Pequenos e Grandes Felinos
17. Taxonomia da Família Felidae
18. Taxonomia por D.N.A.
19. Divisão das Linhagens Neotropicais
20. Biologia e Ecologia dos Pequenos Felinos Sulamericanos
21. Biologia e Ecologia dos Pequenos Felinos Brasileiros
22.Biologia e Ecologia dos Grandes Felinos Sulamericanos
23. Conservação de Felinos Brasileiros
24. Manejo Genético e Demográfico
25. Studbbooks
26. Planos de Conservação de Espécies Brasileiras
27. Manejo de Felinos Selvagens em Cativeiro
28. Enriquecimentos Ambiental e Bem-Estar de Felinos em Cativeiro

17 - O uso da ecologia no processo de licenciamento ambiental
Dr. Bruno Kamada (CPEA)

Introdução ao processo de licenciamento;

Atuação do biólogo nos diferentes atores do processo de licenciamento – empreendedor, órgão ambiental e empresas de consultoria.
Delimitação de áreas de influência para estudos de impacto (Área Diretamente Afetada – ADA; Área de Influência Direta – AID; e Área de Influência Indireta – AII);
Planejamento e desenho amostral para levantamentos rápidos de fauna e vegetação – determinação dos impactos, efeitos sobre populações, comunidades e ecologia de paisagens;
Métodos de avaliação de impacto – classificação e significância;
Instrumentos de licenciamento ambiental – EIA, RAP, EAS, RCA, PBA;
Programas de gestão ambiental (monitoramentos biológicos);
Estudos de casos – Licenciamento portuário, Licenciamento de mineração, Licenciamento de obras lineares.

18- Identificação, pesquisa e conservação de aves marinhas
Ph.D. Márcio Efe (UFAL)

1. Introdução à observação e identificação de aves marinhas e costeiras
 Características morfológica das aves e seus ambientes;
 Técnicas e equipamentos para observação e identificação;
 Sinopse das principais famílias e espécies;
2. Aspectos gerais sobre Migração de aves
 Conceito
 Tipos de deslocamento
 Fatores que influenciam
 Orientação
 Rotas
3. Técnicas de pesquisa em Ornitologia
 Técnicas e equipamentos para captura;
 Técnicas de marcação
 Métodos de coleta de dados biométricos
 Noções de Censo
4. Uso dos dados na conservação das aves
 Aspectos da conservação
 Inventariamento
 Monitoramento
 Manejo
5. Projeto Andorinhas do Mar : um exemplo de conservação

19- Unidades de Conservação da Natureza
Frederico A.R.D.P. Arzolla (Instituto Florestal SMA/SP)

Histórico das Unidades de Conservação – UC.
Áreas protegidas e Unidades de Conservação.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
Objetivos e categorias de UC.
Zoneamento, planos e programas de manejo.
Mosaicos de Unidades de Conservação.
Estudos e processos de criação de UC.
Áreas prioritárias para conservação.
Pressões antrópicas sobre UCs.
Sistema de Unidades de Conservação de São Paulo.
Representatividade e lacunas do sistema paulista.
Estudos de caso

20 - Estudos Ecológicos do Fitoplâncton
Dra. Andréa Tucci - Instituto de Botânica – SMA/SP

 

EMENTA

O curso visa apresentar a introdução para estudos ecológicos do fitoplâncton, abordando os principais fatores abióticos e bióticos associados à distribuição dessa comunidade, principais métodos de estudo e possibilitar discussão sobre o papel e importância dessa comunidade em ambientes aquáticos.

Programa detalhado

Definição e Principais grupos (estratégias adaptativas)

Ambientes aquáticos (reservatórios e lagos).

Fatores abióticos (luz, temperatura, regime de circulação da água, gases e nutrientes) associados à distribuição do fitoplâncton (temporal e espacial).

Métodos de estudo (coleta, preservação, análise quantitativas, biovolume).

Estrutura da comunidade (riqueza, diversidade e dominância).

Grupos morfofuncionais.

21 - Organização Social em Cetáceos
Prof. Dr. Marcos César de Oliveira Santos - Universidade de São Paulo

Objetivo: Introduzir, aos alunos interessados, o uso de uma ferramenta básica para enveredar em estudos descritivos a respeito da forma da organização social em vertebrados que podem ser estudados com a técnica de captura-recaptura, com ênfase aos cetáceos como modelo. Na aulas também serão indicados os caminhos mais adequados para planilhamento de dados populacionais envolvendo estudos com captura-recaptura.

Não há pré-requisitos. Sugere-se trazer calculadora simples para uma atividade prática a ser realizada em sala de aula.

Aula 1: Introdução aos estudos sobre estrutura social em cetáceos. 2h

Aula 2: Atividade Prática: Exercício para resolver em sala de aula. Calculadora é bem-vinda. Estudo de caso: organização social do boto-cinza no estuário de Cananéia, SP. 2h

Referências

Santos, M.C. de O. and Rosso, S. 2008. Social organization of marine tucuxi dolphins, Sotalia guianensis, in the Cananéia estuary, southeastern Brazil. Journal of Mammalogy, 89: 347–355

Whitehead, H. (2008). Analyzing animal societies: quantitative methods for vertebrate social analysis. University of Chicago Press. 320pp.